PF prende número dois da Previdência e mira senador aliado do governo em nova ofensiva contra corrupção
A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (18), o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, considerado o número dois da pasta, e avançou em uma investigação que também envolve um senador da República, vice-líder do governo no Congresso. A operação amplia o cerco sobre figuras com forte trânsito político e reacende o debate sobre a influência de articulações partidárias em apurações sensíveis.
Os alvos já eram conhecidos no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que trata do tema, mas, segundo apurações, acabaram sendo poupados no início do mês após uma intensa movimentação da base governista para evitar o avanço das investigações naquele momento.
Com a nova fase da operação, a Polícia Federal sinaliza que o caso segue em andamento e que elementos reunidos ao longo das últimas semanas permitiram aprofundar as diligências, mesmo diante de pressões políticas. O foco é esclarecer possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e suas conexões com interesses políticos e administrativos dentro do governo.
A ofensiva ocorre em um momento sensível para o Palácio do Planalto, às vésperas de um ano eleitoral. O avanço das investigações sobre integrantes ou aliados do governo tende a aumentar o desgaste político e alimentar críticas da oposição, que cobra respostas e maior rigor no combate a desvios.
Analistas avaliam que o episódio pode ter impacto direto no cenário das próximas eleições, ao expor fragilidades na articulação política e colocar em xeque o discurso de compromisso com a integridade na administração pública.
O governo ainda não divulgou uma posição oficial detalhada sobre a prisão e sobre o envolvimento do senador citado nas investigações. Já a Polícia Federal informou que as apurações continuam e que novas medidas não estão descartadas.
Enquanto isso, o caso reforça o ambiente de tensão em Brasília e amplia a pressão para que as investigações avancem com transparência, garantindo o devido processo legal e a apuração completa dos fatos.

