Morte de Ali Larijani abala regime iraniano e amplia incertezas sobre guerra
A morte de Ali Larijani, considerado um dos principais nomes do regime iraniano durante o atual conflito, provocou forte impacto político e militar no país. Ele foi morto em um bombardeio aéreo israelense na madrugada desta terça-feira (17), em uma das ações mais significativas desde o início da escalada de ataques contra o Irã.
Além de Larijani, também morreu Gholamreza Soleimani, chefe da Basij, milícia paramilitar ligada à Guarda Revolucionária. As mortes representam uma das maiores perdas estratégicas do regime desde o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, ocorrido no primeiro dia dos ataques conduzidos por Israel e Estados Unidos.
Larijani ocupava posição central no governo iraniano, atuando como chefe do Conselho de Segurança e sendo apontado como o principal articulador das estratégias de defesa e do programa nuclear do país. Ele também desempenhava papel-chave nas relações diplomáticas com o Ocidente, funcionando como um dos canais mais influentes de negociação.
A ausência de uma liderança com esse perfil aumenta as incertezas sobre os próximos passos do Irã no conflito. Analistas avaliam que o episódio pode intensificar ainda mais as tensões no Oriente Médio, além de elevar o risco de uma escalada militar, incluindo a possibilidade de operações terrestres.
Especialistas também apontam que os objetivos estratégicos de Israel e dos Estados Unidos podem se expandir após a ofensiva, especialmente diante da fragilidade política causada pelas perdas recentes no alto escalão iraniano.

