Ministro dos Transportes sugere discutir redução de pena para “bois de piranha” do 8 de janeiro
O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), defendeu nesta segunda-feira (22/9) que pessoas que atuaram como “boi de piranha” ou “massa de manobra” nos atos de 8 de janeiro de 2023 podem ter a possibilidade de redução de pena discutida no Congresso Nacional. Ele enfatizou, porém, que essa redução não se aplicaria a quem planejou o golpe de Estado.
“Quem planejou o golpe não pode ter pena diminuída. Quem foi usado de boi de piranha, massa de manobra, isso podemos conversar”, afirmou o ministro durante evento de um banco em São Paulo.
Renan Filho comentou ainda que as manifestações ocorridas no último domingo (21/9) contra a PEC da Blindagem e a proposta de anistia poderão influenciar a atuação dos parlamentares.
“Vai influenciar. Eu me posicionei na semana passada. A PEC da Blindagem não tem qualquer espaço na sociedade. A sociedade quer o Congresso transparente. Defendi que o MDB no Senado fechasse questão nesta semana. Acredito que o Senado vai matar a PEC ainda na CCJ, não precisando nem ir ao plenário”, disse.
Outro ministro que se posicionou contra a PEC da Blindagem foi Silvio Costa Filho (Republicanos), dos Portos e Aeroportos, que classificou as manifestações como legítimas e importantes para fortalecer a democracia brasileira.
“Se eu estivesse no meu mandato como deputado, votaria contra a anistia e a PEC da Blindagem. Espero que nessa semana o Senado derrote e retire essa pauta do caminho”, afirmou Costa Filho, destacando ainda a defesa ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), alvo de críticas recentes.
Renan Filho também comentou sobre a dosimetria de penas para os envolvidos no 8 de janeiro, afirmando que é necessário primeiro analisar a tipificação das infrações para depois definir o mérito:
“Ficaram de apresentar na próxima semana um texto que trate da tipificação das penas”, afirmou.
O ministro reforçou que o Congresso deve priorizar pautas econômicas, evitando que debates políticos contaminen a governança legislativa a menos de um ano das eleições de 2026.

