Marcelo Castro afirma que MDB não punirá prefeitos que apoiarem Ciro Nogueira
O senador Marcelo Castro (MDB), presidente estadual do partido no Piauí, afirmou que a sigla não irá adotar punições contra prefeitos ou lideranças municipais que optarem por apoiar a reeleição do senador Ciro Nogueira (Progressistas), mesmo havendo articulação interna em favor do deputado federal Júlio César (PSD) na disputa pelo Senado.
Em entrevista à TV GP1, Marcelo Castro explicou que o MDB respeita as particularidades políticas de cada município e não impõe alinhamentos obrigatórios às suas bases locais. Segundo o senador, a dinâmica eleitoral no interior do estado é diversa e marcada por composições próprias, o que torna natural a existência de apoios divididos.
O parlamentar destacou que segue firme a articulação política entre ele e Júlio César, com o objetivo de fortalecer uma dobradinha ao Senado. De acordo com Marcelo Castro, ambos têm buscado dialogar com suas bases eleitorais para ampliar o apoio mútuo, sem, no entanto, transformar essa estratégia em imposição partidária.
Marcelo relatou que, em várias cidades do Piauí, há prefeitos e grupos políticos que votam simultaneamente nele e em Ciro Nogueira. Em outros municípios, o apoio é dividido entre Júlio César e Ciro, e há ainda situações em que diferentes segmentos de um mesmo grupo político escolhem candidatos distintos ao Senado.
Para o senador, esse tipo de comportamento faz parte da prática política e é recorrente em processos eleitorais, tanto no Piauí quanto em outros estados. Ele ressaltou que o MDB tem como princípio a democracia interna e a tolerância às divergências, postura mantida desde a fundação do partido.
“O MDB sempre conviveu com posições diferentes dentro da própria legenda. É comum que um núcleo acompanhe os candidatos da base governista, enquanto outros optem por apoiar nomes de partidos diferentes. Isso não significa ruptura, é algo natural da política”, afirmou.
Marcelo Castro concluiu destacando que a pluralidade de apoios não enfraquece o partido, mas reflete a realidade das alianças locais e a liberdade de escolha das lideranças, sem que isso gere sanções internas.

