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Maior vazamento de dados do Pix expõe mais de 11 milhões de chaves em sistema do CNJ

Mais de 11 milhões de chaves Pix foram expostas em uma falha de segurança no sistema Sisbajud, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A informação foi confirmada na quarta-feira (23) pelo próprio CNJ e pelo Banco Central (BC), que classificaram o episódio como o maior vazamento já registrado envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil.

O incidente ocorreu nos dias 20 e 21 de julho e comprometeu exatamente 11.003.398 registros. Até então, o maior vazamento havia ocorrido em 2021, com cerca de 400 mil chaves afetadas — número 27 vezes menor que o atual.

Dados expostos e riscos

Entre as informações acessadas indevidamente estão o nome do titular, a chave Pix, o nome da instituição financeira, além do número da agência e da conta bancária. O CNJ e o BC ressaltaram que não houve acesso a dados sensíveis, como saldos, extratos ou senhas, nem violação de sigilo bancário.

Apesar disso, especialistas em segurança digital alertam para os riscos de fraudes, golpes e outras práticas criminosas que podem surgir com a exposição dos dados cadastrais.

Medidas e canal de verificação

Como resposta, o CNJ anunciou que criará um canal online para que os cidadãos possam verificar se seus dados foram afetados. O órgão também destacou que não realiza contato direto com os usuários por telefone, SMS ou e-mail, reforçando a importância de desconfiar de mensagens suspeitas.

O vazamento ocorre em um momento de consolidação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que obriga órgãos públicos e empresas a informarem os cidadãos sobre falhas de segurança que possam representar riscos relevantes. O artigo 48 da LGPD estabelece esse dever de transparência.

Sistema judicial sob ataque

O sistema Sisbajud é utilizado para rastrear e bloquear ativos financeiros por ordem judicial. Segundo o CNJ, a vulnerabilidade já foi corrigida e novas medidas de segurança estão sendo adotadas para evitar incidentes semelhantes no futuro.

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