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Lula e Trump se reúnem na Cúpula da Asean; líderes destacam retomada do diálogo e possibilidade de novos acordos comerciais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se encontraram neste domingo (26) durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). O encontro marcou o primeiro diálogo oficial entre os dois líderes desde o início dos recentes impasses comerciais entre os países.

A Casa Branca divulgou nas redes sociais uma foto do cumprimento entre Lula e Trump, acompanhada de uma declaração do líder norte-americano.

“É uma grande honra estar com o presidente do Brasil. Acredito que podemos firmar bons acordos para ambas as nações. Sempre tivemos um bom relacionamento e espero que continue assim”, afirmou Trump.

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil também compartilhou a imagem, destacando a importância do diálogo entre os dois governos. O encontro acontece pouco mais de um mês após trocas de declarações públicas entre Washington e Brasília sobre comércio e políticas migratórias.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a reunião foi considerada positiva. O chanceler informou que Lula reiterou o pedido de suspensão das tarifas americanas sobre produtos brasileiros durante o processo de negociação.

“O presidente Trump afirmou que orientará sua equipe para iniciar um processo de negociação bilateral”, disse Vieira.

A previsão do governo brasileiro é de que as tratativas técnicas entre as equipes dos dois países tenham início ainda nesta segunda-feira (27), na Malásia, onde ocorre a Cúpula.

O chanceler também revelou que os líderes conversaram sobre visitas oficiais. Trump teria manifestado o desejo de visitar o Brasil, e Lula respondeu que pretende ir aos Estados Unidos em breve.

O encontro também abordou questões regionais, como a relação entre Estados Unidos e Venezuela. Segundo Vieira, Lula se colocou à disposição para atuar como interlocutor entre os dois países, reforçando o papel histórico do Brasil na busca por soluções diplomáticas na América do Sul.

“O presidente Lula destacou que a América do Sul é uma região de paz e reafirmou a disposição do Brasil em contribuir para o diálogo e o entendimento”, afirmou o ministro.

Questionado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o governo brasileiro informou que o tema não foi discutido diretamente. O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, disse que Lula apenas comentou a aplicação da Lei Magnitsky a autoridades brasileiras, classificando-a como uma medida injusta.

Mais cedo, antes da reunião, Trump chegou a declarar à imprensa que “lamenta o que aconteceu com Bolsonaro” e que “sempre o considerou uma pessoa honesta”.

O encontro entre Lula e Trump é visto por diplomatas como um passo importante para a reaproximação entre Brasil e Estados Unidos, após meses de tensão comercial e política.

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