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Justiça autoriza extração de dados de celulares apreendidos na Operação Mãos Limpas, que investiga fraudes na Semec

A Justiça Federal autorizou que a Polícia Federal realize a extração completa dos dados dos celulares apreendidos durante a Operação Mãos Limpas, ação deflagrada na quarta-feira (26) para desarticular um esquema de corrupção envolvendo contratos da Secretaria Municipal de Educação de Teresina (Semec). A decisão atende a um pedido da autoridade policial para acessar informações armazenadas nos aparelhos e nas contas vinculadas, incluindo conversas em aplicativos de mensagens.

A Operação Mãos Limpas, realizada pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), apura crimes como desvio de recursos públicos, fraudes em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, que teriam causado prejuízo estimado de R$ 40 milhões aos cofres do município. No total, cerca de 100 policiais federais e auditores da CGU cumpriram 31 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão e 4 de prisão temporária — todas em Teresina.

Foram presos temporariamente Francisco de Jesus dos Reis, dono da empresa Alfa Gestão (antiga Belazarte), Victor Almeida de Moura, Bruno Barbosa dos Santos e Francisco Aderson de Sousa Ramos. Os quatro foram liberados após colaborarem com as investigações. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, somando mais de R$ 40 milhões.

Como começou a investigação

As apurações tiveram início em 2023, após denúncias de irregularidades em contratos de terceirização da Semec referentes aos anos de 2019 e 2022. Segundo a PF, houve direcionamento de licitação, uso de empresas de fachada, indícios de superfaturamento e até retenção ilegal de parte dos salários de funcionários terceirizados. Os servidores públicos envolvidos foram exonerados em 2025, após a mudança na gestão municipal.


Rapidinhas: DHPP prende três envolvidos na morte de jovem em Teresina

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriu mandados de prisão contra três suspeitos de participarem do sequestro, tortura e assassinato de Bartolomeu Gabriel Oliveira Gomes, ocorrido em setembro de 2024, na zona sul de Teresina.

Foram presos Gutenberg Pereira da Silva, Carlos Alberto Ferreira Filho e Elianderson de Sousa Silva, que já estavam detidos por outros crimes.

Seguem foragidos Jardielson Araújo Soares e Samuel dos Santos Siqueira Torres, apontado como o mais violento do grupo e integrante da facção Bonde dos 40. O delegado Danúbio Dias afirmou que ambos têm papel de liderança e estavam presentes na execução da vítima.


Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Canal Terra Livre.

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