Japão enfrenta maior incêndio urbano em quase cinco décadas; mais de 170 prédios são destruídos
O sul do Japão registrou, nesta quarta-feira (19), o maior incêndio urbano do país em quase 50 anos. As chamas devastaram mais de 170 edificações no distrito de Saganoseki, na cidade costeira de Oita, e deixaram ao menos uma pessoa morta, segundo autoridades locais.
Imagens aéreas transmitidas pela imprensa japonesa mostraram uma extensa área reduzida a escombros, com colunas de fumaça se espalhando por uma região montanhosa próxima a um tradicional porto de pesca conhecido pela cavala da marca Seki. O fogo avançou também para áreas florestais e atingiu uma ilha desabitada a mais de um quilômetro da costa, impulsionado por fortes rajadas de vento.
O incêndio começou na noite de terça-feira (18) e já consumiu cerca de 48.900 m² — o equivalente a sete campos de futebol. Ao menos 175 moradores foram retirados de suas casas e levados para um abrigo de emergência, informou a Agência Japonesa de Gestão de Incêndios e Desastres, que segue investigando a causa do incidente.
A imprensa japonesa reportou que uma pessoa foi encontrada sem vida e que uma mulher de aproximadamente 50 anos foi hospitalizada com queimaduras leves.
Em uma publicação nas redes sociais, a primeira-ministra Sanae Takaichi expressou solidariedade às famílias afetadas e afirmou que o governo está atuando em conjunto com autoridades locais para fortalecer o apoio às áreas atingidas.
O desastre provocou ainda interrupção no fornecimento de energia em cerca de 300 residências, de acordo com a Kyushu Electric Power. Pela dimensão da área destruída e o número de imóveis atingidos, este é considerado o maior incêndio urbano no Japão desde o ocorrido em Sakata, em 1976 — excetuando eventos decorrentes de terremotos. Antes disso, o episódio mais grave havia sido registrado em 2016, em Itoigawa, quando 147 prédios foram consumidos pelas chamas, sem vítimas fatais.

