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Japão avança para reativar a maior usina nuclear do mundo após 14 anos de paralisação

O Japão deu um passo importante nesta sexta-feira (21) para reativar parcialmente a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa — considerada a maior do mundo em capacidade instalada. A unidade, localizada na província de Niigata, não gera energia desde 2011, quando o país suspendeu suas operações nucleares após o desastre de Fukushima.

O governador de Niigata, Hideyo Hanazumi, anunciou apoio à retomada das operações, mas ressaltou que a decisão final depende do órgão regulador nuclear japonês. A usina pertence à Tokyo Electric Power Company (Tepco), mesma operadora de Fukushima, onde três reatores sofreram derretimento após o terremoto seguido de tsunami que devastou a região em 2011.

Com sete reatores, Kashiwazaki-Kariwa é a maior usina nuclear do planeta, e sua possível reativação marca o primeiro retorno da Tepco à geração atômica desde o acidente.

Energia nuclear volta ao centro da estratégia japonesa

O Japão, pobre em recursos naturais, busca ampliar a participação da energia nuclear para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e cumprir a meta de neutralidade de carbono até 2050. O aumento da demanda por eletricidade — impulsionado pela expansão de data centers, inteligência artificial e indústria de semicondutores — também pressiona o governo a reforçar sua capacidade energética.

Desde a crise de Fukushima, 14 reatores de outras companhias já voltaram a operar sob rígidas normas de segurança.

Medidas de segurança reforçadas

Kashiwazaki-Kariwa passou por grandes reformas, recebendo uma barreira de 15 metros contra tsunamis, novas fontes de energia de reserva instaladas em áreas elevadas e sistemas adicionais de proteção.

Antes do desastre de 2011, cerca de um terço da eletricidade do Japão vinha da energia nuclear — proporção que o governo deseja voltar a aumentar nos próximos anos.

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