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Investigações sobre Banco Master envolvem autoridades e levantam questionamentos sobre contratos e relações financeiras

As investigações em torno do Banco Master, colocado em liquidação pelo Banco Central, passaram a chamar atenção não apenas pelo volume de irregularidades financeiras apuradas, mas também pelas conexões indiretas com pessoas ligadas a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Os casos envolvem contratos, participações em fundos e apurações sobre possíveis esquemas de lavagem de dinheiro, ainda em fase inicial.

O Banco Master é alvo de inquéritos da Polícia Federal que investigam suspeitas de fraudes contábeis, emissão irregular de créditos e práticas que podem configurar organização criminosa. Parte do material apreendido foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR) por determinação do ministro Dias Toffoli, em razão da possibilidade de envolvimento de pessoas com foro privilegiado.

No centro das atenções está um contrato firmado entre o banco e o escritório de advocacia da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O acordo previa pagamentos mensais elevados para a prestação de serviços jurídicos. O contrato foi encerrado após a liquidação da instituição financeira. Até o momento, não há confirmação de irregularidades praticadas pelo escritório, e a PGR arquivou pedidos de investigação contra o ministro por ausência de indícios suficientes de crime.

Outra frente de apuração envolve empresas e fundos de investimento que teriam contado com a participação de parentes do ministro Dias Toffoli. As ligações são indiretas, por meio de estruturas societárias e fundos que, posteriormente, passaram a ser investigados por conexões com o Banco Master. Não há, até agora, acusação formal ou investigação criminal direcionada ao ministro.

Paralelamente, autoridades apuram se parte das operações financeiras investigadas pode ter sido utilizada para lavagem de dinheiro vinculada a organizações criminosas, entre elas facções conhecidas. As apurações ainda estão em andamento, e não há confirmação pública de que o banco tenha sido controlado por grupos criminosos ou que autoridades tenham participado de esquemas ilegais.

Especialistas destacam que os casos ainda se encontram em fase preliminar e que as relações identificadas, por ora, não configuram prova de crime. As investigações seguem sob sigilo parcial, e novos desdobramentos devem ocorrer à medida que os dados forem analisados pela Polícia Federal, pelo Banco Central e pelo Ministério Público.

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