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Ibama aplica multas de R$ 160 mil a acusados de espancar capivara no Rio de Janeiro

O Ibama multou em R$ 20 mil cada um dos envolvidos no espancamento de uma capivara na zona norte do Rio de Janeiro. Ao todo, as penalidades somam R$ 160 mil por maus-tratos a animal silvestre.

Esta é a primeira vez que o órgão aplica as novas regras previstas no decreto federal publicado em 13 de março, conhecido como “Cão Orelha”. A norma recebeu esse apelido após a morte de um cachorro comunitário agredido em Florianópolis, em janeiro, caso que gerou comoção nacional.

Com a mudança, o governo federal ampliou significativamente os valores das multas para crimes ambientais. Antes variando entre R$ 300 e R$ 3 mil, as penalidades agora vão de R$ 1.500 a R$ 50 mil, dependendo da gravidade da infração.

O ataque à capivara ocorreu na madrugada de sábado, na orla do Quebra Coco, no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador. Segundo as investigações, oito pessoas participaram da agressão, utilizando barras e ripas com pregos para ferir o animal.

Imagens de câmeras de segurança registraram a violência. A capivara foi encontrada horas depois, em um terreno baldio, com diversos ferimentos. Equipes da Patrulha Ambiental da prefeitura relataram que o animal estava em estado grave. Após ser sedada, ela foi encaminhada para uma clínica de reabilitação de animais silvestres, onde segue em tratamento.

A Justiça do estado manteve a prisão dos envolvidos. Seis adultos tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e seguem detidos. Outros dois participantes, menores de idade, deverão cumprir internação provisória, conforme decisão da Vara da Infância e da Juventude.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, a gravidade do crime e a repercussão das imagens, amplamente divulgadas nas redes sociais, justificaram a manutenção das prisões para garantir a ordem pública. O juiz responsável pelo caso destacou a extrema crueldade da ação ao converter as detenções em preventivas.

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