Fusão entre MDB e PSD para 2026 ameaça desmoronar por disputa de vagas na Alepi
A articulação entre MDB e PSD para montar chapas conjuntas nas eleições proporcionais de 2026 pode ruir antes mesmo de ser oficialmente consolidada. A chamada “fusão cruzada”, criada para fortalecer ambos os partidos na disputa pela Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) e pela Câmara Federal, vem enfrentando forte desgaste interno diante da dificuldade de acordo sobre quem ocupará as vagas de deputado estadual.
Fontes dos dois partidos afirmam que o grande impasse está justamente na montagem da chapa para a Alepi. O PSD, que reúne ex-prefeitos e nomes considerados competitivos, é visto como uma ameaça direta às candidaturas de deputados estaduais do MDB, que já ocupam espaço dentro da Casa.
Como o MDB seria o partido responsável por abrigar as candidaturas estaduais, lideranças internas avaliam que a sigla está “superlotada”, o que aumenta o desconforto de parlamentares que buscam condições seguras para reeleição.
Com as tensões crescendo, dirigentes dos dois lados passaram a recalcular os cenários caso a aliança seja rompida. Pelas projeções, o PSD teria potencial para eleger até cinco deputados estaduais, enquanto o MDB poderia alcançar cerca de dez cadeiras caso concorra sozinho. Já o PT, que não participa diretamente da fusão, trabalha com estimativa de eleger até 16 parlamentares.
Outro ponto sensível é a pré-candidatura do deputado federal Júlio César ao Senado. Sem apoio integral do MDB, o PSD avalia que o projeto pode perder força, já que a campanha depende de alianças amplas para ganhar competitividade.
Com as divergências aumentando e nenhum consenso à vista, a continuidade da fusão cruzada para 2026 segue ameaçada.

