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Filiação de Sergio Moro ao PL provoca saída em massa de prefeitos no Paraná

A chegada do senador Sergio Moro ao Partido Liberal tem provocado uma debandada de prefeitos da legenda no Paraná. Filiado nesta semana, Moro é apontado como aposta do partido, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, para disputar o governo do estado contra o atual governador Ratinho Jr., do PSD.

Ao menos 45 dos 52 prefeitos do PL no estado anunciaram simultaneamente a saída da sigla nesta quinta-feira (26), em Curitiba. Segundo os gestores municipais, a decisão do partido de apoiar a candidatura de Moro não foi respaldada pela maioria da ala paranaense.

Com a filiação do senador, o então presidente estadual do partido, o deputado federal Fernando Giacobo, deixou o cargo e também anunciou sua saída da legenda. Em seu lugar, assumiu o deputado Filipe Barros, que deve disputar o Senado na chapa encabeçada por Moro.

Em nota, os prefeitos dissidentes afirmaram que a decisão foi tomada após a confirmação do apoio do PL ao senador, contrariando lideranças locais. Um dos articuladores do movimento, Michel Micheletto, presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), declarou que a maioria dos prefeitos permanece alinhada ao governador Ratinho Jr. e pretende manter o apoio à sua gestão.

Segundo Micheletto, os gestores avaliam positivamente o desempenho do governo estadual e defendem a continuidade do trabalho. Ele também afirmou que há preocupação com a falta de aproximação de Moro com os municípios, apontando que o senador estaria mais voltado ao debate nacional do que às demandas locais.

A saída em massa envolve prefeitos de cidades importantes do estado, como Cascavel, Foz do Iguaçu e Guarapuava. Ainda não há definição sobre qual será o destino partidário dos dissidentes, mas o PSD, partido de Ratinho Jr., aparece como uma das principais opções.

A movimentação política ocorre em meio à disputa pela sucessão no governo do Paraná. Após a entrada de Moro no cenário estadual, Ratinho Jr. desistiu de uma possível candidatura à Presidência da República e confirmou que permanecerá no cargo até o fim do mandato. Nos bastidores, o foco do grupo político do governador passou a ser a escolha de um sucessor para o Palácio Iguaçu, com nomes como o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, e o secretário das Cidades, Guto Silva, sendo cotados.

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