Fachin cobra responsabilidade e transparência de ministros do STF em abertura do Judiciário
Na cerimônia que marcou a retomada oficial do ano Judiciário, nesta segunda-feira (2), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que magistrados da Corte devem assumir responsabilidade pelas decisões e prioridades que adotam no exercício do cargo.
Segundo Fachin, as escolhas feitas pelos ministros — desde os processos que recebem maior atenção até a forma como se comunicam com a sociedade — têm impacto direto sobre a instituição. Para ele, a atuação individual de cada integrante do tribunal não pode ser dissociada da imagem e do funcionamento do Supremo como um todo.
O presidente do STF também destacou que eventuais questionamentos envolvendo conflitos de interesses precisam ser tratados de maneira clara e aberta, ressaltando que a transparência é um princípio essencial para a credibilidade do Judiciário.
Sem citar nomes, o discurso ocorre em meio à repercussão da crise envolvendo o Banco Master, episódio que acabou colocando alguns ministros em evidência nas últimas semanas, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Durante a fala, Fachin observou ainda que períodos de dificuldade institucional exigem mais do que pronunciamentos formais e reforçou que a busca por unidade dentro do tribunal não significa concordância absoluta entre seus membros. “O compromisso comum é com a instituição, não com posições individuais”, pontuou.
A solenidade reuniu autoridades dos Três Poderes, entre elas o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Também participaram o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti.

