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Esposa de piloto preso em operação contra exploração sexual infantil diz não saber das acusações, afirma polícia

A esposa do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso sob suspeita de liderar uma rede de exploração sexual infantil, teria descoberto as acusações apenas no momento em que policiais cumpriam mandado de busca e apreensão na casa da família, no interior de São Paulo, na última segunda-feira (9).

De acordo com a delegada Luciana Peixoto, responsável pela investigação, a mulher não tinha conhecimento dos crimes apurados. Segundo ela, a esposa foi informada já na delegacia e ficou em estado de choque com a situação.

As autoridades afirmam que já havia indícios de que a companheira do suspeito não participava nem tinha ciência das práticas criminosas, motivo pelo qual a polícia não esperava encontrar provas relevantes dentro da residência.

Prisão no Aeroporto de Congonhas

Sérgio Lopes foi preso no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, pouco antes de assumir um voo. A abordagem ocorreu dentro da aeronave, estratégia adotada para surpreendê-lo e impedir a possível destruição de evidências. O voo foi realizado normalmente por outro profissional, segundo a companhia aérea.

Investigação aponta rede de exploração

As apurações indicam que o piloto se aproximava de mulheres em bares das zonas norte e leste de São Paulo e, após ganhar confiança, perguntava sobre filhas ou netas, iniciando conversas que evoluíam para crimes de abuso e exploração.

A polícia afirma que, mesmo casado, ele admitia manter relacionamentos extraconjugais para facilitar a aproximação com possíveis vítimas. Pelo menos 10 menores teriam sido exploradas ao longo dos anos.

Em alguns casos, o suspeito oferecia pagamentos entre R$ 30 e R$ 100, além de medicamentos e ajuda com aluguel, às responsáveis pelas crianças.

Adolescentes prestaram depoimento

Duas irmãs, atualmente com 14 e 18 anos, prestaram depoimento e reforçaram as suspeitas de que o piloto buscava ampliar o número de vítimas. Segundo a investigação, as adolescentes eram exploradas pela própria avó, Denise Moreno, de 55 anos, que também foi presa durante a operação.

O suposto esquema ocorreria há cerca de uma década.

A diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo, afirmou que o investigado ainda ameaçava vítimas para que atraíssem outras meninas, sob risco de divulgação de imagens registradas durante os abusos.

Grande parte dos crimes teria ocorrido dentro do carro do piloto, veículo que, segundo a polícia, a esposa cogita vender após a descoberta do caso.

Companhia aérea se pronuncia

Em nota, a companhia aérea informou que abriu procedimento interno para apuração e declarou estar à disposição das autoridades. A empresa afirmou repudiar qualquer prática criminosa e reforçou seu compromisso com padrões rígidos de segurança e conduta.

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