Engenheiro é indiciado por homicídio doloso após atropelar e matar mototaxista em Teresina
O engenheiro civil Carlos Eduardo Marques, de 25 anos, foi indiciado por homicídio doloso qualificado após atropelar e matar o mototaxista Edson Barbosa Dias na Avenida Frei Serafim, em Teresina. O caso ocorreu na manhã do domingo (15).
De acordo com a investigação, a vítima estava parada no sinal vermelho, no cruzamento com a Avenida Miguel Rosa, quando foi atingida violentamente na traseira. Com o impacto, o mototaxista foi arremessado e caiu a alguns metros de distância, nas proximidades de um posto de combustíveis.
O condutor foi preso em flagrante logo após o acidente, e a prisão foi convertida em preventiva após audiência de custódia. O inquérito foi conduzido pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT), sob responsabilidade do delegado Carlos César.
Segundo o delegado, a investigação reuniu provas periciais, imagens e depoimentos que indicam que o engenheiro passou a noite consumindo bebidas alcoólicas antes de assumir a direção do veículo. Testemunhas relataram que ele esteve em uma casa noturna, onde teria se envolvido em confusões, apresentado comportamento agressivo e já demonstrava sinais de embriaguez ao chegar ao local.
Após deixar o estabelecimento, o suspeito dirigiu pela Avenida João XXIII e seguiu até a Avenida Frei Serafim, onde ocorreu o atropelamento. A polícia também apurou que o motorista teria avançado sinais vermelhos ao longo do trajeto, colocando outros condutores em risco antes da colisão fatal.
O estado de embriaguez foi confirmado por exame clínico realizado no Instituto Médico Legal (IML). A investigação também aponta indícios de consumo de entorpecentes, embora a confirmação dependa de laudos complementares.
Para a autoridade policial, o conjunto de provas demonstra que o motorista assumiu o risco de produzir o resultado ao dirigir sob efeito de álcool e, possivelmente, em alta velocidade. A perícia ainda elabora um laudo técnico para determinar a velocidade do veículo no momento do impacto, mas já foi constatado que não houve marcas de frenagem na via.
O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e deve ser analisado pelo Ministério Público. A expectativa da polícia é que o suspeito seja denunciado e o processo siga para julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre crimes dolosos contra a vida.

