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Empresário afirma ter sido surpreendido ao descobrir fundo ligado a banco como sócio oculto em empresa

O empresário Roberto Justus, CEO da Steelcorp, declarou ter sido surpreendido ao descobrir que um fundo ligado ao Banco Master era, segundo ele, o verdadeiro controlador de uma construtora de casas modulares do grupo. A informação veio à tona após desdobramentos da Operação Carbono Oculto, conduzida pela Polícia Federal.

De acordo com Justus, a parceria acreditada por ele como sendo com a gestora Reag envolvia, na prática, um fundo cujo único cotista seria o Banco Master, estrutura que, segundo o empresário, ocultava a identidade do controlador final do investimento.

O executivo também fez críticas às normas que permitem o anonimato de cotistas em fundos de investimento. Em declarações, afirmou não compreender por que a regulamentação impede que empresários saibam exatamente quem está por trás dos recursos aportados.

Ainda segundo Justus, a indicação de João Mansur, ligado à Reag, para representá-lo no conselho ocorreu com o objetivo de manter um interlocutor relevante na sociedade, sem que houvesse conhecimento sobre a composição real do fundo investidor.

A relação entre o banco e o fundo passou a ser discutida publicamente após o avanço das investigações da Polícia Federal, que apuram estruturas financeiras utilizadas para manter operações sob sigilo. As apurações seguem em andamento, e não há, até o momento, decisão judicial sobre o caso.

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