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Cuba: A realidade da pobreza na ilha caribenha

Cuba, conhecida mundialmente por seu sistema de saúde e educação gratuitos, enfrenta há décadas um grave problema de pobreza estrutural que afeta grande parte da população.

Raízes históricas e bloqueio econômico

Desde a Revolução de 1959, o país adotou um modelo socialista que garantiu avanços sociais importantes. No entanto, o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos em 1962 restringe severamente o acesso da ilha a mercados internacionais, crédito e insumos básicos, agravando as dificuldades da economia.

Crise atual

Nos últimos anos, a situação se intensificou:

  • Escassez de alimentos e remédios: filas diárias para conseguir produtos básicos.
  • Racionamento de energia: apagões constantes em várias regiões.
  • Inflação: a reforma monetária de 2021 aumentou os preços de forma descontrolada.
  • Migração em massa: milhares de cubanos deixam a ilha em busca de melhores condições, principalmente rumo aos EUA.

Dados sociais

  • O salário médio gira em torno de 4.000 pesos cubanos, equivalente a 15 a 20 dólares mensais no câmbio paralelo.
  • Produtos de primeira necessidade, como frango, óleo e sabão, custam valores muito acima do que a maioria pode pagar.
  • A ONU estima que mais de 70% da população vive em situação de vulnerabilidade econômica.

Perspectivas

O futuro depende de reformas internas e da possibilidade de flexibilização do embargo. Enquanto isso, os cubanos seguem enfrentando um cotidiano marcado pela criatividade para sobreviver, mas também pela frustração diante da falta de perspectivas econômicas.

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