Brasil aparece com 70 bilionários em lista das maiores fortunas do mundo
O Brasil voltou a figurar com destaque no ranking anual de bilionários divulgado pela Forbes. Ao todo, o país aparece com 70 nomes na lista mais recente, número expressivo para uma economia emergente e que reacende discussões sobre o impacto social dessas grandes fortunas.
Pelo terceiro ano consecutivo, o brasileiro mais rico do ranking é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, atualmente parte da Meta. A fortuna do empresário foi estimada em US$ 35,9 bilhões (cerca de R$ 184 bilhões), com crescimento aproximado de 4% em relação ao ano anterior.
Na segunda posição entre os brasileiros aparece o banqueiro André Esteves, controlador do BTG Pactual, com patrimônio estimado em US$ 20,2 bilhões.
Presença do setor financeiro
Entre os dez brasileiros mais ricos também figuram nomes tradicionais do mercado financeiro e do setor corporativo, como Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira, ligados ao grupo 3G e à Ambev, além de integrantes da família Moreira Salles, historicamente associada ao antigo Unibanco e atualmente ao Itaú Unibanco.
A predominância do setor financeiro entre os mais ricos chama atenção: sete dos dez brasileiros no topo do ranking têm atividades ligadas diretamente a bancos ou investimentos. A lista leva em consideração principalmente o valor de participações acionárias em empresas negociadas em bolsa, além de outros ativos como imóveis e coleções.
Mulheres e jovens na lista
Entre as mulheres brasileiras presentes no ranking está Ana Lucia Villela, integrante do conselho de administração do Itaú Unibanco, com fortuna estimada em US$ 2,5 bilhões.
Outro nome que chama atenção é o de Amelie Voigt Trejes, de 20 anos, que aparece entre as bilionárias mais jovens do mundo. Sua fortuna está ligada à herança associada ao fundador da WEG.
Os 10 brasileiros mais ricos do ranking
- Eduardo Saverin — US$ 35,9 bilhões
- André Esteves — US$ 20,2 bilhões
- Jorge Paulo Lemann e família — US$ 19,8 bilhões
- Fernando Roberto Moreira Salles — US$ 9,9 bilhões
- Pedro Moreira Salles — US$ 9,1 bilhões
- Jorge Moll Filho e família — US$ 7,5 bilhões
- Marcel Herrmann Telles — US$ 7,4 bilhões
- Carlos Alberto Sicupira e família — US$ 6,9 bilhões
- Miguel Krigsner — US$ 6,8 bilhões
- Alex Behring — US$ 5,8 bilhões
Debate sobre desigualdade
O crescimento das grandes fortunas no país também costuma reabrir debates sobre desigualdade e o retorno social dessa riqueza. Em um país marcado por fortes diferenças socioeconômicas, especialistas e parte da sociedade discutem até que ponto a concentração de capital se traduz em investimentos produtivos, geração de empregos, inovação e ações filantrópicas.
Ao mesmo tempo, muitos desses bilionários controlam empresas de grande porte que movimentam setores inteiros da economia brasileira, influenciando investimentos e atividades empresariais no país.

