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“Bom dia, Lula!” vira ato simbólico diário em frente à sede da PF em Curitiba

Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantêm uma vigília permanente em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde o petista cumpre pena desde o último sábado (7). Como parte da rotina, os manifestantes entoam diariamente saudações como “bom dia”, “bom almoço” e “boa noite” ao ex-presidente, que, segundo relatos, consegue ouvir as manifestações do interior da carceragem.

A ação faz parte do Acampamento Lula Livre e é vista pelos organizadores como um gesto de resistência e solidariedade. “É para que ele saiba que não está sozinho, que seguimos na luta por ele, pela democracia e pelo Brasil”, afirmou Ana Terra, integrante da coordenação do movimento.

O sociólogo Emir Sader destacou nas redes sociais que os advogados de Lula confirmaram que ele escuta as saudações diárias. O gesto simbólico tem atraído lideranças políticas e personalidades ao local.

Na manhã desta quarta-feira (11), o pré-candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, visitou o acampamento e classificou a prisão de Lula como “ilegal e antidemocrática”. “Lula é um preso político. Essa é uma ferida aberta na nossa democracia”, afirmou. Boulos seguiu ainda no mesmo dia para Portugal, onde participaria de um ato internacional em defesa da liberdade do ex-presidente.

Também presente no acampamento, o ex-governador da Bahia e ex-ministro Jacques Wagner (PT) elogiou a mobilização e criticou a decisão da Justiça Federal de impedir a visita de nove governadores ao ex-presidente, ocorrida na terça-feira (10). “Foi uma afronta. Governadores representam milhões de brasileiros. Faltou bom senso”, disse.

Os manifestantes prometem manter a vigília até que Lula seja libertado.

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