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Análise aponta paralelos entre trajetória política da Venezuela e discursos adotados no Brasil

A consolidação do regime autoritário na Venezuela não ocorreu de forma repentina, mas foi resultado de um processo gradual iniciado dentro das regras democráticas. Essa é a avaliação apresentada em uma análise que vem circulando nas redes sociais e que traça paralelos entre o caminho seguido pelo país vizinho e elementos do debate político brasileiro.

Segundo o conteúdo, a Venezuela iniciou sua transformação a partir de eleições legítimas, discursos sociais fortes e promessas de combate às desigualdades. Em 1999, Hugo Chávez chegou ao poder defendendo justiça social, enfrentamento das elites econômicas e maior protagonismo do Estado, com forte apoio popular.

Com o passar dos anos, no entanto, o então presidente promoveu mudanças constitucionais que ampliaram os poderes do Executivo e reduziram a autonomia de instituições independentes. A análise destaca que medidas desse tipo ocorreram dentro da legalidade, por meio de alterações graduais nas leis, sem ruptura institucional explícita.

Ainda de acordo com o material, a imprensa passou a sofrer ataques, o Judiciário foi pressionado e opositores passaram a ser rotulados como “inimigos do povo”. Após a morte de Chávez, em 2013, Nicolás Maduro deu continuidade ao mesmo projeto político, aprofundando a centralização de poder.

O resultado, conforme apontado, foi o agravamento da crise política e econômica: eleições questionadas, aumento da repressão, hiperinflação, escassez de alimentos, desemprego em larga escala e a migração de milhões de venezuelanos para outros países.

O conteúdo ressalta que as comparações com o Brasil não se referem ao estágio atual dos países, mas aos métodos utilizados, como o discurso social intenso, o fortalecimento da dependência do Estado, ataques recorrentes a críticos, tentativas de controle de narrativas e o enfraquecimento gradual da independência institucional.

Também é mencionada a proximidade histórica entre lideranças de esquerda da América Latina, como Lula e Hugo Chávez, além da atuação do Foro de São Paulo, criado com o objetivo de articular projetos políticos progressistas na região.

A principal reflexão levantada é que a Venezuela não teria perdido suas liberdades por excesso de participação popular, mas pela redução do questionamento crítico ao poder. O alerta final enfatiza a importância da vigilância democrática, da cobrança constante aos governantes e da rejeição à idolatria política, como forma de preservar as instituições e a democracia.

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