Empresas rejeitam 92% da Geração Z por falta de habilidades interpessoais, aponta relatório
Um novo estudo revela que a maioria dos jovens da Geração Z enfrenta grandes dificuldades para ingressar no mercado de trabalho — e o problema não está na falta de diplomas, mas na ausência de habilidades interpessoais.
De acordo com o levantamento realizado pela consultoria Criteria, apenas 8% dos jovens estão realmente preparados para as vagas que desejam, enquanto 92% acabam sendo descartados por não demonstrarem competências comportamentais consideradas essenciais pelas empresas.
Embora muito se fale sobre o impacto da inteligência artificial e da automação na redução de vagas de entrada, o estudo mostra que a principal barreira ainda é humana. Recrutadores afirmam que os candidatos da Geração Z — nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos 2010 — possuem boa formação técnica e acadêmica, mas pecam em aspectos como comunicação, trabalho em equipe, empatia e resolução de conflitos.
Essas chamadas soft skills são hoje vistas como diferenciais indispensáveis, especialmente em um mercado cada vez mais competitivo e em constante transformação digital.
Segundo o relatório, muitos jovens chegam às entrevistas com boas credenciais no currículo, mas não sabem lidar com feedbacks, com a pressão cotidiana ou com interações presenciais, o que gera insegurança entre gestores e reduz as chances de contratação.
Especialistas afirmam que as empresas estão priorizando candidatos capazes de unir conhecimento técnico com habilidades sociais, já que equipes colaborativas e adaptáveis tendem a entregar melhores resultados.
O estudo reforça um alerta: o diploma continua importante, mas não é mais suficiente para garantir uma vaga — desenvolver competências emocionais e interpessoais tornou-se uma exigência fundamental para quem busca crescer no mercado de trabalho atual.

