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Eduardo Bolsonaro enfrenta quatro processos no Conselho de Ética da Câmara

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é alvo de quatro processos no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, todos com pedidos de cassação do mandato. As representações foram apresentadas pelo PT e pelo PSol e remetidas ao colegiado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na última sexta-feira (15).

O parlamentar vive nos Estados Unidos desde fevereiro e tem atuado em articulações junto a autoridades norte-americanas para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e membros do Judiciário brasileiro.

As quatro acusações

  1. Interferência em processo do STF
    • Proposta pelo PT, em fevereiro.
    • Aponta que Eduardo Bolsonaro tentou influenciar o governo dos EUA e congressistas americanos em relação ao inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado de 2022, pedindo sanções contra ministros do STF.
    • O partido alega quebra de decoro parlamentar.
  2. Ataques institucionais ao STF
    • Protocolada em 27 de maio, também pelo PT.
    • O deputado é acusado de usar o mandato para constranger o Judiciário, articular sanções internacionais e coagir ministros do Supremo.
    • O requerimento afirma que houve interferência na independência entre os Poderes e risco à soberania nacional.
  3. Articulação do tarifaço de Trump
    • Apresentada em 11 de julho pelo PSol.
    • Relaciona Eduardo Bolsonaro à tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros, medida que o parlamentar teria comemorado como fruto de sua atuação política.
    • Para o PSol, a confissão caracteriza lobby internacional contra o Brasil e pressão externa sobre instituições nacionais.
  4. Ameaça às eleições de 2026
    • Protocolada pelo PT em 27 de julho.
    • Baseia-se em declaração do deputado de que “sem anistia para Jair Bolsonaro, não haverá eleições em 2026”.
    • O partido afirma que houve incitação à ruptura do processo eleitoral e uso do mandato para desestabilização institucional.

Próximos passos

Os quatro processos aguardam a definição de relatores no Conselho de Ética. Caso algum deles resulte na recomendação de perda de mandato, a decisão final deverá ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

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