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Eduardo Bolsonaro critica presidente da Câmara por postura contrária à anistia dos condenados de 8 de janeiro

A proposta de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 é tratada como uma das principais prioridades do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados. Nesta sexta-feira (4), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), pela resistência em apoiar o projeto.

Em entrevista à rádio Auriverde, Eduardo Bolsonaro afirmou que o posicionamento de Motta se assemelha ao de parlamentares de esquerda, como os do PSOL. Segundo ele, o presidente da Câmara estaria sofrendo pressões externas para impedir o avanço da proposta.

— Hugo Motta, em bom português, está sendo ameaçado. Ele vai negar isso publicamente. Antes do jantar dele com Alexandre de Moraes, a opinião dele era bem clara a favor da anistia — declarou o deputado, fazendo referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração reforça o clima de tensão em torno da proposta, que busca conceder anistia aos envolvidos nos atos golpistas de janeiro do ano passado. A estratégia do PL é coletar assinaturas para acelerar a tramitação do projeto, por meio de um requerimento de urgência. O objetivo é levar o texto diretamente ao plenário, sem a necessidade de análise pelas comissões temáticas.

De acordo com o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), a orientação de Hugo Motta tem sido para que os líderes partidários não assinem o requerimento de urgência. Diante desse cenário, o PL decidiu buscar apoio diretamente entre os deputados.

— Neste momento, já temos 163 assinaturas individuais. São necessárias 257 para que o requerimento de urgência seja protocolado — afirmou Sóstenes, na última quinta-feira (3), após reunião de líderes.

A proposta de anistia tem sido um dos temas mais polêmicos em discussão no Congresso Nacional e deve seguir no centro dos debates políticos nas próximas semanas.

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