Delegad que investigou facada em Bolsonaro é alvo de operação por corrupção e lavagem de dinheiro
O delegado Rodrigo de Melo Teixeira, que participou da investigação da facada contra Jair Bolsonaro em 2018, passou a figurar no centro de um escândalo envolvendo suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
Ele foi preso no âmbito de uma operação que apura um esquema bilionário ligado ao setor de mineração e licenciamento ambiental. De acordo com as investigações, o delegado é suspeito de atuar como sócio oculto de uma empresa que teria sido beneficiada por decisões públicas.
O caso ganha repercussão também pelo histórico político de Rodrigo de Melo Teixeira. Antes de integrar a cúpula da Polícia Federal, ele ocupou cargos em gestões ligadas ao Partido dos Trabalhadores. Entre as funções exercidas, foi secretário de Defesa Social de Minas Gerais durante o governo de Fernando Pimentel, além de presidir a Fundação Estadual do Meio Ambiente no mesmo período.
Posteriormente, o delegado chegou ao alto escalão da Polícia Federal durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O histórico reforça a relevância política do caso, uma vez que ele participou da apuração de um dos episódios mais marcantes da política recente, envolvendo um então candidato que era adversário direto do PT.
Apesar da gravidade das acusações, Rodrigo de Melo Teixeira não permanece preso. Ele foi solto em dezembro de 2025 após decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.

