Críticas de deputado questionam legalidade de julgamento de Bolsonaro
Em declaração recente, um parlamentar aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro criticou duramente o tribunal responsável por julgá-lo, afirmando que o processo não teria caráter legal e constitucional.
Segundo o deputado, Bolsonaro não deveria ter retornado ao Brasil após as eleições, argumentando que a volta colocou o ex-presidente em um ambiente político e judicial hostil.
O parlamentar afirmou que o tribunal, composto por juízes que já declararam publicamente serem adversários do ex-presidente, funciona como um “tribunal de exceção”, e questionou a imparcialidade do processo. Ele citou declarações de ministros do STF, como Luís Roberto Barroso, que teria afirmado “nós vencemos o bolsonarismo”, e Alexandre de Moraes, que negou fazer parte de uma ala específica, como exemplos de parcialidade.
O deputado também comentou sobre a sequência de acusações contra Bolsonaro, afirmando que ele teria entregue o comando das forças armadas a seu sucessor antes de deixar a presidência, tornando “absurda” a acusação de tentativa de golpe.
Além disso, o parlamentar destacou o caso de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes, que teria deixado o país denunciando arbitrariedades e ilegalidades, mas que, segundo ele, não recebeu cobertura jornalística adequada.
“Não há que se esperar que o julgamento seja legal ou constitucional. Este tribunal não é um tribunal de justiça”, afirmou o deputado.
A declaração reacende o debate sobre a condução do julgamento de Bolsonaro e a percepção de parcialidade de parte do STF, embora o tribunal tenha reiterado a legalidade e transparência de seus procedimentos.

