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CPI descarta rombo nas contas de Teresina, mas aponta má gestão e irregularidades na administração de Dr. Pessoa

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o suposto “rombo” nas contas da Prefeitura de Teresina concluiu seus trabalhos e apresentou um relatório que deve repercutir no cenário político da capital.

De acordo com o documento, foram identificados indícios de superfaturamento, mau uso de recursos públicos e irregularidades em obras, compras e na aplicação de empréstimos durante a gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa. As inconsistências somam mais de R$ 150 milhões.

Apesar disso, a CPI foi categórica ao afirmar que não houve rombo nas finanças municipais — ou seja, não foi encontrado qualquer indício de desvio ou desaparecimento de dinheiro.

A conclusão enfraquece o discurso do atual prefeito Sílvio Mendes, que vinha justificando a lentidão administrativa alegando ter herdado uma prefeitura quebrada. O relatório aponta que havia recursos disponíveis, mas que eles foram mal aplicados.

O documento final será votado e encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado, que deverão avaliar responsabilidades e possíveis medidas a serem adotadas.

Nos bastidores, a leitura é de que Dr. Pessoa sai desgastado por má gestão, enquanto Sílvio Mendes perde o principal argumento que sustentava sua narrativa de dificuldades. Agora, como comentam agentes políticos, “a desculpa acabou” e é hora de mostrar resultados.

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