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Consumo de cerveja pode trazer diversos malefícios à saúde, alertam especialistas

O consumo de cerveja, embora socialmente aceito e culturalmente popular, pode causar efeitos negativos à saúde quando consumido em excesso ou de forma regular. Especialistas em saúde pública e nutricionistas alertam que, além dos impactos imediatos, o hábito frequente pode trazer consequências graves a longo prazo.

Efeitos no organismo
O principal componente da cerveja, o álcool, é responsável por diversos problemas de saúde. Entre os efeitos mais comuns estão:

  • Ganho de peso e acúmulo de gordura abdominal: A cerveja é rica em calorias e carboidratos simples, contribuindo para o aumento do tecido adiposo, principalmente na região do abdômen, conhecida como “barriga de cerveja”.
  • Problemas digestivos e hepáticos: O consumo excessivo de álcool sobrecarrega o fígado, podendo levar a esteatose hepática, hepatite alcoólica e, em casos extremos, cirrose.
  • Alterações hormonais e infertilidade: Em homens, o álcool pode reduzir os níveis de testosterona e afetar a produção de espermatozoides. Nas mulheres, pode causar irregularidades menstruais e prejudicar a fertilidade.

Impactos cardiovasculares e neurológicos
Embora estudos apontem que pequenas doses de álcool possam ter efeito protetor para o coração, o consumo regular e em excesso aumenta o risco de:

  • Hipertensão arterial;
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Arritmias cardíacas;
  • Comprometimento cognitivo, memória e atenção.

Dependência e efeitos sociais
A cerveja, como qualquer bebida alcoólica, possui potencial de dependência química. O consumo contínuo pode gerar tolerância, compulsão e prejuízos em relações sociais, familiares e profissionais. Além disso, aumenta o risco de acidentes de trânsito e comportamentos de risco.

Recomendações médicas
Especialistas indicam que, para adultos saudáveis, o consumo deve ser moderado: até uma dose diária para mulheres e até duas doses diárias para homens, sendo uma dose equivalente a 350 ml de cerveja. Porém, mesmo em quantidades consideradas moderadas, é fundamental avaliar o impacto individual e manter acompanhamento médico, especialmente para pessoas com histórico familiar de doenças hepáticas, cardiovasculares ou dependência química.

O alerta é claro: a cerveja pode parecer uma bebida inofensiva, mas seus efeitos acumulativos sobre o corpo e a mente podem ser severos. A conscientização sobre o consumo responsável e os riscos associados é fundamental para proteger a saúde.

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