Congresso Aprova Supersalários de Até R$ 77 Mil e Escancara Distância da Realidade Brasileira
Enquanto milhões de brasileiros enfrentam dificuldades para pagar contas básicas, o Congresso Nacional aprovou uma medida que amplia ainda mais os privilégios no topo do serviço público: servidores da Câmara e do Senado poderão receber salários de até R$ 77 mil mensais.
A decisão, que já vem sendo chamada de “legalização dos supersalários”, reforça a sensação de que Brasília vive em um país paralelo — onde o aperto fiscal nunca chega e a crise parece ser sempre para os outros.
Medida amplia benefícios e abre brechas
O projeto aprovado permite o aumento da remuneração por meio de adicionais, gratificações e penduricalhos que, na prática, ultrapassam o teto constitucional. Especialistas alertam que esse tipo de manobra contábil tem sido usada há anos para inflar salários no alto escalão do funcionalismo.
Mesmo com o discurso de responsabilidade com os gastos públicos, o Congresso optou por aprovar mais uma medida que pesa nos cofres públicos e beneficia uma parcela já privilegiada.
Contraste com a realidade do trabalhador
O valor aprovado é superior a 50 vezes o salário mínimo, num país onde grande parte da população sobrevive com renda apertada e enfrenta filas no SUS, precariedade na educação e insegurança alimentar.
A aprovação ocorre em meio a debates sobre corte de gastos, reformas e ajustes fiscais — sempre cobrados da população comum, mas raramente aplicados às estruturas de poder.
Reação negativa e crítica pública
Nas redes sociais e entre analistas políticos, a medida foi recebida com indignação. Para muitos, trata-se de mais um episódio que desgasta a credibilidade do Congresso e alimenta a percepção de que os parlamentares legislariam em causa própria.
A pergunta que fica é inevitável: quem realmente paga a conta do Estado brasileiro?

