China inicia construção da maior hidrelétrica do mundo enquanto o Brasil enfrenta impasses energéticos
A China deu início à construção daquela que promete ser a maior hidrelétrica do planeta, localizada a 4 mil metros de altitude no Tibete. O projeto reforça o avanço tecnológico e a capacidade de execução do país em grandes obras de infraestrutura energética.
O feito se soma ao histórico da China, que já detém o título da maior hidrelétrica em operação no mundo — Três Gargantas, construída com base em conhecimentos adquiridos durante a parceria técnica em Itaipu, no Brasil. Segundo relatos diplomáticos, engenheiros chineses acompanharam de perto o processo de construção da usina binacional para aplicar as técnicas em seus próprios empreendimentos.
Com o início das obras no Tibete, as ações de empresas chinesas do setor de energia dispararam nas bolsas internacionais, e até os contratos futuros de minério de ferro — incluindo o produto brasileiro de Carajás — registraram alta, impulsionados pela expectativa de energia barata e abundante.
Enquanto isso, no Brasil, o cenário é de estagnação. Especialistas alertam que o país pode enfrentar apagões caso volte a crescer de forma acelerada, devido à falta de novos projetos energéticos em andamento. A Eletrobras, por exemplo, possui planos para construir cinco ou seis novas hidrelétricas na Amazônia, mas todas seguem bloqueadas por questões ambientais e regulatórias.
Nos últimos 15 anos, a China construiu mais de 50 mil quilômetros de ferrovias de alta velocidade, enquanto o Brasil ainda não conseguiu concluir uma ferrovia de apenas 930 quilômetros — um contraste que evidencia a diferença no ritmo de desenvolvimento das duas nações.

