Caso envolvendo resort no PR e investigação da PF cita pessoas ligadas a ministro do STF
As investigações da Polícia Federal (PF) no chamado “caso Banco Master” colocaram sob análise movimentações financeiras que envolvem o empresário Daniel Vorcaro e um resort de luxo no Paraná. Apesar da repercussão, não há confirmação de ligação direta entre Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Repasses e participação societária
No centro da apuração estão cerca de R$ 35 milhões em aportes feitos pelo fundo Arleen, controlado por Fabiano Zéel, cunhado de Vorcaro. Os recursos teriam sido utilizados para adquirir participação no resort Tayayá, empreendimento avaliado em mais de R$ 200 milhões.
As cotas compradas pertenciam a empresas associadas a familiares de Toffoli, incluindo seus irmãos, por meio da empresa Maridt. A negociação e a origem dos recursos passaram a ser analisadas pela PF após a identificação de movimentações consideradas atípicas.
O fundo Arleen foi encerrado em dezembro de 2025, período próximo à intensificação das investigações envolvendo Vorcaro.
Mudanças no controle do empreendimento
Ainda em 2025, o advogado Paulo Humberto Barbosa adquiriu a participação ligada à família de Toffoli por cerca de R$ 3,5 milhões. Com isso, passou a concentrar o controle do resort por meio de estruturas empresariais.
O Tayayá é descrito como um complexo turístico de alto padrão, com marina, piscinas e estrutura voltada ao turismo de luxo.
Apuração em andamento
A PF investiga possíveis indícios de lavagem de dinheiro no contexto mais amplo do caso Banco Master, incluindo o uso de estruturas empresariais e movimentações financeiras no exterior.
Relatórios e extratos bancários analisados pelos investigadores apontam coincidências entre transações e comunicações obtidas durante a operação, o que reforçou a linha de apuração.
Posição dos envolvidos
O ministro Dias Toffoli nega qualquer irregularidade e afirma não ter relação com os fatos investigados. Não há, até o momento, acusação formal ou condenação no caso.
Diante da repercussão, Toffoli deixou a relatoria de processos ligados à investigação.
Contexto
O caso segue em investigação e envolve apuração de possíveis crimes financeiros. Especialistas destacam que, até a conclusão do inquérito, as informações devem ser tratadas como suspeitas em análise, e não como fatos comprovados.

