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Cármen Lúcia defende urnas eletrônicas em julgamento de Bolsonaro no STF

Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suposta trama golpista que teria sido articulada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados para se manter no poder, a ministra Cármen Lúcia fez uma defesa enfática do sistema de votação eletrônico brasileiro.

Em seu voto, nesta quinta-feira (11), a magistrada destacou que as urnas eletrônicas, implantadas no Brasil em 1996, são fruto de um processo construído em conjunto com a sociedade e nunca haviam sido questionadas até então.

“A urna hoje é do povo brasileiro, e não é fácil desmoralizá-la. Desde sua implantação, sempre houve a participação da população. Tornamo-nos matriz de um sistema de votação com eficiência, segurança e transparência”, afirmou.

Cármen Lúcia também ressaltou que o sistema eleitoral e o Judiciário foram atacados de forma sistemática pela chamada ‘milícia digital’, que propagou notícias falsas sobre fraudes eleitorais inexistentes. Segundo ela, a Justiça Eleitoral atua com plena transparência e segurança, e qualquer inovação tecnológica nas urnas ocorre de forma gradual e testada.

A Primeira Turma do STF retomou o julgamento às 14h22 e, até o momento, o placar está em 3 a 1 pela condenação dos réus. Votaram pela condenação os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia, enquanto Luiz Fux divergiu e absolveu a maior parte dos acusados, incluindo Bolsonaro.

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