Brasil celebra 7 de Setembro com desfiles, homenagens e manifestações populares
O Brasil comemorou, neste sábado (7), os 202 anos da Independência, com desfiles cívicos e militares em várias capitais do país. A data relembra o momento em que, em 1822, Dom Pedro I proclamou a separação de Portugal às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, episódio que entrou para a história como o “Grito do Ipiranga”.
Celebrações oficiais
Em Brasília, o tradicional desfile na Esplanada dos Ministérios contou com a presença de autoridades federais, forças de segurança, escolas e representantes da sociedade civil. O evento foi marcado por apresentações militares, demonstrações culturais e homenagens à bandeira e ao país.
Nas capitais estaduais, como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Fortaleza e Teresina, milhares de pessoas acompanharam as celebrações que reuniram estudantes, organizações civis e forças armadas. Em Teresina, o desfile prestou homenagens a personalidades piauienses como o poeta Torquato Neto e a arqueóloga Niède Guidon.
Segurança reforçada
Devido ao grande público, os desfiles contaram com esquemas especiais de segurança, incluindo policiamento ostensivo, equipes médicas de prontidão e monitoramento em tempo real. De acordo com as autoridades, os eventos transcorreram de forma pacífica, sem incidentes graves registrados.
Grito dos Excluídos
Paralelamente às comemorações oficiais, aconteceu em diversas cidades o Grito dos Excluídos, manifestação popular organizada por movimentos sociais, pastorais e entidades da sociedade civil.
Neste ano, o ato trouxe como tema central a soberania nacional, destacando críticas às desigualdades sociais e defendendo maior justiça econômica no país.
Significado histórico
O 7 de Setembro é um dos feriados cívicos mais importantes do Brasil, marcado por um simbolismo de soberania e identidade nacional. Mais do que celebrar a independência política conquistada em 1822, a data também provoca reflexões sobre os desafios atuais do país, entre eles a defesa da democracia, o combate às desigualdades e a valorização da cidadania.

