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Bolsonaro diz que “poderia resolver” tarifa de Trump, mas reclama de falta de passaporte

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (15) que teria condições de “resolver” parte da tarifa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, mas alegou não ter “liberdade para conversar” com o político americano — e que sequer possui passaporte válido para isso.

Na semana passada, Trump anunciou a cobrança de 50% de tarifa sobre importações do Brasil a partir de 1º de agosto, reclamando da “caça às bruxas” movida contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Em carta oficial, o presidente norte-americano classificou como “vergonha internacional” o tratamento dado ao ex-chefe de Estado brasileiro e exigiu o fim imediato das ações judiciais.

Bolsonaro destacou que, embora se sinta capaz de atuar “em parte” para reverter o “tarifaço”, não tem como exercer diálogo direto com Trump sem documentação de viagem. “Eu acho que tenho o poder de resolver esse assunto — parte dele —, mas eu tenho que ter liberdade para conversar com Trump; e, no momento, nem passaporte eu tenho”, declarou.

O ex-presidente teve o passaporte apreendido em fevereiro de 2024 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, em investigações sobre um suposto plano golpista contra as eleições de 2022. Na mesma carta, Trump também criticou decisões do STF que determinam bloqueio de perfis e remoção de conteúdo em redes sociais americanas, além de mencionar o suposto desequilíbrio comercial, apesar de dados oficiais indicarem superávit para os EUA.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente e deputado licenciado, está nos Estados Unidos buscando apoio para sanções contra Moraes e saudou publicamente o anúncio de Trump.

Em entrevista ao Poder360, Jair Bolsonaro negou qualquer “participação” ou “lobby” seu no processo de imposição das tarifas. Ele questionou ainda a falta de interlocução do governo Lula com Washington: “Se esse governo tivesse interlocução com o governo americano, iria falar com ele.”

Sobre as motivações de Trump, o ex-presidente afirmou: “O que se passa na cabeça do Trump, eu não sei. Eu gosto dele: sou apaixonado por ele, pelo povo, pela política americana, pelo país que é os Estados Unidos”.

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