Alunos do Ceti Fausto Lustosa participam de ação de recuperação ambiental no Cerrado piauiense
Nesta semana, estudantes do Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Fausto Lustosa participaram de uma atividade de campo no Núcleo de Pesquisa e Recuperação de Áreas Degradadas (Nuperade), localizado em Gilbués, no Sul do Piauí. A iniciativa fez parte das ações de educação ambiental voltadas à reconstrução do Cerrado piauiense.
Os alunos dos cursos técnicos em Controle Ambiental e Desenvolvimento de Sistemas, acompanhados pela professora Evaneide, vivenciaram na prática o processo de recuperação do solo e conheceram novas tecnologias aplicadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), em parceria com a Fapepi, UFPI e a empresa Afert Biofertilizantes.
O encontro foi conduzido por Gustavo Carvalho, assessor de Planejamento Estratégico e Projetos da Semarh, que apresentou o projeto piloto de recuperação de áreas degradadas do Piauí. Ele destacou o caráter inovador da iniciativa, que alia ciência, tecnologia e envolvimento comunitário.
“O que estamos fazendo em Gilbués é um laboratório vivo de soluções sustentáveis para o semiárido. Cada muda plantada, cada aplicação do gel de polissacarídeos e do biofertilizante é um passo para devolver a vida a esse solo, que já foi símbolo de degradação e hoje é exemplo de regeneração”, afirmou Gustavo Carvalho.
A programação contou ainda com palestra da gestora ambiental Luzirany Soares, que falou sobre os Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) e o papel da educação na preservação dos recursos naturais.
“Quando o jovem entende que o solo é um organismo vivo, ele passa a enxergar a natureza não como um recurso, mas como um parceiro. O PRAD é mais que uma metodologia – é um compromisso com o amanhã”, ressaltou.
Durante a visita, os estudantes conheceram a história do Nuperade e acompanharam as etapas do trabalho de restauração — do preparo da terra ao plantio de espécies nativas, incluindo a aplicação do gel de polissacarídeos, tecnologia piauiense que auxilia na retenção de água e nutrientes no solo.
Para Jayne Mendes, colaboradora da Semarh em Gilbués, a atividade foi mais do que um exercício prático:
“Ver os alunos encantados com o processo, fazendo perguntas e participando ativamente é sinal de que estamos formando não apenas profissionais, mas cidadãos comprometidos com a sustentabilidade.”
A ação reforça o papel da educação ambiental como ferramenta essencial para transformar paisagens e construir um futuro mais equilibrado para o Cerrado piauiense.

