Aliados de Bolsonaro acionam Comissão de Direitos Humanos após visita à PF em Brasília
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro voltaram a criticar, nesta semana, as medidas judiciais impostas contra ele e classificaram a situação como perseguição política. A manifestação ocorreu após uma visita à sede da Polícia Federal, em Brasília, onde foi protocolado um pedido de vistoria por parte da Comissão de Direitos Humanos do Senado.
Segundo o grupo, a solicitação segue precedentes já adotados pelo Supremo Tribunal Federal em casos anteriores e tem como objetivo garantir isonomia no tratamento dado a investigados e condenados. Parlamentares argumentam que os mesmos critérios aplicados a presos ligados à esquerda devem valer para todos, independentemente de posicionamento político.
Os defensores de Bolsonaro sustentam ainda que o ex-presidente não representa risco, destacando sua idade avançada e problemas de saúde. Para eles, caso a decisão judicial seja mantida, a alternativa mais adequada seria o cumprimento de eventuais restrições em regime domiciliar.
Em nota e declarações públicas, aliados reforçaram críticas ao que chamam de seletividade no uso do discurso de direitos humanos. “Direitos humanos precisam valer para todos, sem distinção ideológica”, afirmaram, ao defender que o tema não pode ser utilizado de forma parcial.
O pedido agora será analisado no âmbito do Senado, enquanto o caso segue sob acompanhamento das autoridades judiciais competentes.

