Aldo Rebelo critica hipocrisia ambiental e questiona visão sobre Amazônia
O ex-ministro Aldo Rebelo fez duras críticas ao que chamou de “hipocrisia ambiental” nas grandes cidades brasileiras, apontando contradições entre o discurso ecológico urbano e as restrições impostas à população rural.
Durante uma fala recente, Rebelo ironizou a postura de quem vive em metrópoles como São Paulo, onde é comum frequentar pizzarias com forno a lenha e churrascarias com carvão vegetal, mas considerar “criminoso ambiental” o agricultor que cria gado em Roraima ou planta feijão e cana às margens dos rios.
“As cidades estão todas poluídas, o esgoto é despejado direto nos rios, mas o promotor impede uma agricultora de plantar repolho na beira do rio. No campo não há esgoto no rio, mas nas cidades há — e ninguém fala nada”, afirmou Rebelo.
Segundo ele, pequenos produtores rurais acabam sendo expulsos de suas terras por excesso de restrições ambientais, enquanto problemas urbanos graves, como poluição e saneamento precário, permanecem sem atenção.
Rebelo também criticou o papel de ONGs e organismos internacionais, que, segundo ele, tentam “tutelar a Amazônia” e transformá-la em uma “reserva de minérios, água e biodiversidade” voltada a interesses estrangeiros.
Para o ex-ministro, o debate ambiental brasileiro precisa equilibrar preservação e desenvolvimento, reconhecendo o papel produtivo e social do campo sem ignorar os impactos reais das cidades.

