Aldo Rebelo critica ações ambientais na Amazônia e compara operações a combate ao tráfico
O ex-ministro Aldo Rebelo criticou a forma como o governo federal tem conduzido operações ambientais na Amazônia, afirmando que os procedimentos adotados na região seriam mais duros do que aqueles aplicados em áreas urbanas no combate ao crime organizado.
Segundo Aldo, quando a polícia prende um traficante nas cidades, não costuma destruir sua residência nem confiscar todos os seus bens. Já na Amazônia, de acordo com ele, ocorre o contrário: casas são queimadas e propriedades são apreendidas durante ações de fiscalização ambiental.
Ele citou como exemplo a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, onde, segundo sua avaliação, nem mesmo a criação de gado para subsistência seria tolerada. Aldo afirmou que forças como a Polícia Federal, a Força Nacional, o Ibama e a Funai atuam na região confiscando animais criados por moradores locais, ainda que, segundo ele, esses bens não sejam fruto de atividades criminosas.
Na visão do ex-ministro, muitos moradores recorrem à criação de gado como alternativa de renda, já que atividades tradicionais, como a coleta de castanha e a extração de borracha, não garantiriam a sobrevivência das famílias. Ele argumenta que, mesmo quando os animais são criados em áreas de uso coletivo, como reservas extrativistas, o governo intervém de forma severa.
Aldo também afirmou que, durante essas operações, casas de moradores acabam sendo destruídas, o que, para ele, evidencia um tratamento desigual em relação a outras áreas do país e levanta questionamentos sobre a condução da política ambiental na Amazônia.

