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Mais de 4 mil moradias são classificadas como de alto risco em Teresina, aponta levantamento

Um mapeamento preliminar do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) identificou que pelo menos 4.048 moradias em Teresina estão localizadas em áreas de risco alto e outras 116 em risco muito alto. A capital piauiense é uma das 10 cidades brasileiras selecionadas para compor o projeto, desenvolvido pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) com o apoio técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

A iniciativa faz parte do projeto Periferia Viva, da Secretaria Nacional de Periferias (SNP), vinculada ao Ministério das Cidades, que visa promover melhorias nas condições de vida das populações vulneráveis por meio de obras de infraestrutura, saneamento e ações comunitárias integradas.

Etapas do levantamento

A primeira fase do plano ocorreu entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, quando geólogos do SGB mapearam áreas com histórico ou potencial de deslizamentos, erosão, inundações, enxurradas e quedas de blocos. Esses locais foram classificados em três categorias de risco: médio (R2), alto (R3) e muito alto (R4).

Desde 14 de julho, o IPT está revisitando os setores de maior risco para propor intervenções estruturais e não estruturais com o objetivo de mitigar ou eliminar os perigos identificados. O trabalho de campo deve se estender até o início de agosto e conta com o acompanhamento da Defesa Civil de Teresina.

Ocupações preocupantes

Segundo Gabriel Matos, engenheiro pesquisador do IPT, o levantamento tem identificado padrões preocupantes de ocupação, especialmente nas proximidades das lagoas da região do Aeroporto e da Zona Norte da cidade.

“Temos observado a execução de aterros mal compactados lançados em direção ao centro das lagoas, muitas vezes cruzando-as, o que pode agravar cenários futuros de inundação”, afirmou.

Ele também destacou as inundações provocadas pelo rio Poti e a influência do rio Parnaíba nesse processo.

Até o momento, foram mapeados 166 setores de risco em Teresina:

  • 94 com risco médio
  • 65 com risco alto
  • 7 com risco muito alto

O estudo servirá de base para orientar políticas públicas e ações emergenciais, visando proteger comunidades vulneráveis e evitar tragédias urbanas causadas por eventos climáticos extremos ou ocupações desordenadas.

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