Sindicato denuncia salários incompletos e dívidas trabalhistas com garis em Teresina
Trabalhadores responsáveis pela limpeza urbana de Teresina ainda aguardam parte dos salários e o pagamento de verbas trabalhistas, segundo denúncia do presidente do Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Piauí, Jonatas Miranda. A cobrança envolve a Via Ambiental, antiga prestadora dos serviços de coleta de resíduos na capital.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais na noite de terça-feira (20), o representante sindical afirmou que os funcionários receberam apenas metade dos salários. De acordo com ele, o pagamento da parcela restante ainda não foi realizado, apesar de negociações com a Prefeitura de Teresina para garantir parte dos valores.
Jonatas também relatou que permanecem pendentes obrigações trabalhistas da empresa e cobrou providências para que os profissionais recebam integralmente os direitos devidos.
Trabalhadores enfrentam jornadas prolongadas
Durante a gravação, feita próximo a uma equipe de garis, o sindicalista descreveu uma rotina que pode atravessar a madrugada e avançar pela manhã do dia seguinte.
Segundo o relato, os trabalhadores estavam preparados para iniciar as atividades desde as 18h, mas ainda precisavam descarregar um veículo antes de seguir para a coleta. A previsão apresentada por Jonatas era de que a jornada poderia se estender até o meio-dia do dia seguinte, quando a equipe retornaria à garagem.
O presidente do sindicato criticou a situação enfrentada pelos profissionais e ressaltou a importância do trabalho realizado nas ruas da capital. Para ele, o esforço dos garis nem sempre recebe o reconhecimento necessário, apesar de ser essencial para manter a cidade limpa.
Novas empresas são cobradas por melhores condições
A mudança na prestação dos serviços de coleta também foi abordada pelo representante sindical. Jonatas mencionou a Litucera e a Sustentare, empresas que passaram a assumir atividades de limpeza urbana em Teresina, e pediu que os trabalhadores sejam tratados com respeito e tenham condições adequadas para exercer suas funções.
Ele afirmou ainda que alguns profissionais teriam devolvido os uniformes por não suportarem as condições de trabalho. O sindicalista também questionou a atuação de autoridades políticas e dos órgãos responsáveis por fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista.
A entidade informou, por meio do pronunciamento, que pretende continuar acompanhando o caso e cobrando medidas para regularizar os pagamentos e assegurar os direitos da categoria.
Sindicato critica demora na contratação dos serviços
Outro ponto levantado por Jonatas foi a sucessão de contratos emergenciais relacionados à limpeza pública da capital. Na avaliação do sindicalista, a falta de uma solução definitiva prolonga a insegurança enfrentada pelos trabalhadores.
A denúncia ocorre durante a transição dos serviços de coleta de resíduos em Teresina, com a entrada das novas prestadoras. O sindicato cobra que a mudança não comprometa os direitos dos profissionais e que as empresas responsáveis garantam condições dignas de trabalho.
A Via Ambiental deve apresentar esclarecimentos sobre os salários e as verbas trabalhistas apontados na denúncia. Também é aguardado um posicionamento da Prefeitura de Teresina sobre as pendências relatadas. Até a publicação deste texto, não havia manifestação das partes mencionadas sobre as acusações.

