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PF encontra R$ 287 mil escondidos em sacos de lixo na casa de servidor do INSS em Garanhuns

A Polícia Federal encontrou R$ 287 mil em dinheiro vivo escondidos dentro de sacos de lixo na residência de um servidor ligado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. A apreensão ocorreu durante uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de fraudes em descontos aplicados sobre aposentadorias e pensões.

O dinheiro estava acondicionado em sacolas dentro de uma mala e distribuído em cédulas de R$ 200. A operação foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), com cumprimento de mandados judiciais em diferentes estados.

Operação investiga descontos indevidos em benefícios

A investigação apura um esquema de cobranças associativas que teriam sido realizadas sem autorização de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. As suspeitas envolvem entidades e pessoas que podem ter participado da estrutura responsável pelos descontos irregulares.

As apurações estimam que o prejuízo provocado pelo esquema possa chegar a R$ 6,3 bilhões. O valor corresponde à dimensão nacional investigada, e não apenas às ocorrências registradas em Pernambuco.

Investigação mira servidores e ex-dirigentes

A operação cumpriu 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os alvos em Pernambuco estão pessoas que já ocuparam cargos no INSS em Garanhuns e na estrutura regional do instituto. A investigação busca esclarecer a possível participação de servidores, ex-servidores e representantes de entidades associativas no esquema.

Além do dinheiro em espécie, foram apreendidos veículos de luxo e aparelhos celulares durante a operação. Os investigadores também apuram possíveis práticas de organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio.

A apreensão do dinheiro não comprova, por si só, a origem ilícita dos valores nem a responsabilidade individual dos investigados. As circunstâncias seguem sob investigação.

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