PMPI exclui sargento após processo por armazenamento de material de abuso sexual infantil
Um sargento da Polícia Militar do Piauí (PMPI), identificado como Roberto Pinto de Abreu, foi excluído da corporação após a rejeição de recursos apresentados em um processo administrativo relacionado ao armazenamento de material de abuso sexual infantil. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado na quinta-feira (15).
O caso teve origem em uma busca e apreensão autorizada pela 9ª Vara Federal de Campinas, em São Paulo. Conforme os registros do processo, uma perícia realizada pela Polícia Federal em novembro de 2015 identificou 9.507 imagens e sete vídeos com conteúdo de exploração sexual envolvendo crianças e adolescentes no disco rígido de um notebook apreendido na residência do militar.
Em maio de 2020, o Conselho de Disciplina da Polícia Militar considerou que o sargento não reunia condições para continuar na instituição e determinou sua exclusão. Naquele período, porém, os efeitos da sanção foram suspensos enquanto se aguardava o andamento da ação penal.
Recursos administrativos foram rejeitados
O processo administrativo voltou a tramitar em 2025. Na análise dos recursos, foram rejeitados os argumentos apresentados pela defesa sobre prescrição, cerceamento do direito de defesa e insuficiência de provas.
A decisão considerou que os elementos reunidos no procedimento administrativo eram suficientes para fundamentar a responsabilização disciplinar do militar.
Com a determinação, a corporação deverá adotar as medidas administrativas necessárias para efetivar o desligamento do sargento.

