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Piauí registra queda de quase 30% nos focos de incêndio e amplia ações preventivas

O Piauí registrou uma redução de quase 30% nos focos de incêndio em comparação com o mesmo período de 2025. Diante das altas temperaturas e dos riscos associados às queimadas, o estado intensificou as medidas de prevenção e combate ao fogo, além de avançar na elaboração de políticas públicas voltadas à adaptação às mudanças climáticas.

As ações são coordenadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A diminuição dos registros ocorre em um cenário de preocupação com os impactos ambientais e os efeitos dos incêndios sobre a saúde da população.

As queimadas provocam danos à vegetação, ameaçam animais silvestres e contribuem para a degradação dos ecossistemas. A fumaça e a fuligem liberadas também prejudicam a qualidade do ar, podendo agravar problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.

Estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também apontam riscos à saúde associados à exposição a temperaturas extremas, incluindo o aumento da possibilidade de complicações cardiovasculares e respiratórias e de internações hospitalares.

Estado intensifica prevenção e combate às queimadas

O trabalho de prevenção e controle dos incêndios florestais é desenvolvido por meio do Plano de Ação Integrada de Fogo (PAIF), estratégia que busca reduzir a ocorrência de queimadas e minimizar os prejuízos ambientais e sociais provocados pelo fogo.

Segundo Felipe Gomes, diretor de Licenciamento Ambiental da Semarh, as medidas preventivas são fundamentais para conter os incêndios e reduzir seus impactos, principalmente em períodos de temperaturas elevadas e diante das alterações nos padrões climáticos.

Além das ações de combate, a secretaria trabalha no fortalecimento de iniciativas voltadas à preservação ambiental e à proteção da população. A estratégia considera a necessidade de antecipar riscos e ampliar a capacidade de resposta dos órgãos públicos durante períodos críticos.

Piauí prepara medidas de adaptação às mudanças climáticas

Paralelamente às ações contra as queimadas, o governo estadual avança na estruturação do Plano Estadual de Adaptação às Mudanças Climáticas (PLAC). A iniciativa tem como objetivo orientar políticas públicas para prevenir riscos, reduzir vulnerabilidades e preparar o estado para enfrentar eventos climáticos extremos.

De acordo com a Semarh, o Piauí foi o primeiro estado do Nordeste a elaborar um plano dessa natureza e está entre os pioneiros no país. A secretaria também trabalha na criação de um painel de acompanhamento para monitorar a execução das medidas previstas.

A proposta inclui ações em diferentes áreas, com atenção especial à saúde pública. Entre as iniciativas planejadas estão o fortalecimento da vigilância epidemiológica de doenças relacionadas às condições climáticas, a capacitação de profissionais e o apoio aos municípios na elaboração de planos locais de adaptação.

A integração entre as políticas ambientais e de saúde busca ampliar a preparação do estado para enfrentar os efeitos das altas temperaturas, das queimadas e de outros fenômenos climáticos, com medidas voltadas à proteção da população e à redução dos danos ambientais.

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