DHPP apura suspeita de retaliação na morte de vigilante no Promorar, em Teresina
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) iniciou as investigações sobre a morte do vigilante Edilson Ferreira, de 66 anos, assassinado na segunda-feira (12), no bairro Promorar, zona Sul de Teresina. A principal hipótese da polícia é que o crime tenha sido motivado pela atuação da vítima contra atividades criminosas na região.
De acordo com o delegado Danúbio Dias, responsável pelo caso, Edilson era conhecido pelos moradores do Promorar e trabalhava há anos como vigilante. A investigação apura informações de que ele teria incomodado criminosos ao tentar dificultar a atuação de grupos na área.
Segundo o delegado, também há relatos ainda não confirmados de que o vigilante teria ferido um indivíduo em uma situação anterior. A polícia considera a possibilidade de execução, uma vez que nenhum pertence da vítima teria sido levado durante o crime.
Edilson estava em uma motocicleta acompanhado da esposa quando um homem com o rosto coberto por uma balaclava se aproximou e efetuou os disparos. Dois tiros atingiram as costas do vigilante, que morreu no local.
A companheira relatou à Polícia Militar que fugiu após perceber que Edilson havia sido baleado e estava desacordado. Ela foi para casa e acionou a polícia. Até o momento descrito na investigação, a mulher ainda não havia prestado depoimento formal ao DHPP.
Os investigadores devem reunir depoimentos e outras informações para esclarecer a dinâmica do homicídio, identificar o autor dos disparos e confirmar a possível motivação do crime. A hipótese de retaliação permanece sob investigação.

