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Carga tributária brasileira chega a 32,40% do PIB em 2025

A carga tributária bruta do Brasil atingiu 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, segundo estimativa divulgada pelo Tesouro Nacional. O resultado representa alta de 0,18 ponto percentual em relação a 2024 e corresponde ao maior nível da série histórica do órgão, iniciada em 2010.

Na prática, o indicador significa que a arrecadação de tributos das três esferas de governo — União, estados e municípios — equivaleu a cerca de R$ 32,40 para cada R$ 100 correspondentes ao PIB brasileiro no período. O cálculo, portanto, é uma relação entre a arrecadação tributária e o tamanho da economia, e não uma cobrança direta de R$ 32,40 sobre cada R$ 100 recebidos por trabalhadores ou empresas.

O avanço da carga em 2025 foi puxado principalmente pelo governo central, cuja participação passou de 21,34% para 21,60% do PIB. Entre os fatores apontados pelo Tesouro estão o aumento da arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), do IOF e das contribuições para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Nos estados, a carga tributária recuou 0,10 ponto percentual, para 8,38% do PIB, enquanto nos municípios houve crescimento de 0,03 ponto percentual, chegando a 2,43%. O aumento municipal foi influenciado principalmente pela arrecadação do ISS, acompanhando a expansão do setor de serviços.

O período também é marcado pela implementação da Reforma Tributária sobre o consumo, que criou o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo. A transição para o novo sistema ocorre de forma gradual e envolve a substituição de tributos existentes, portanto a criação desses tributos não deve ser interpretada isoladamente como três novos impostos adicionados integralmente à carga atual.

A composição da carga tributária em 2025 permaneceu concentrada nos impostos sobre bens e serviços, que representaram 13,78% do PIB. Os tributos sobre renda, lucros e ganhos de capital responderam por 9,16%, enquanto as contribuições para o RGPS chegaram a 5,40% do PIB.

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