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Conselho do MPF forma maioria para manter Gonet no caso Banco Master

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) formou maioria nesta sexta-feira (25) para manter o procurador-geral da República, Paulo Gonet, à frente dos procedimentos relacionados ao Banco Master.

Até o momento, seis conselheiros votaram pela permanência de Gonet, enquanto ainda restam três votos. Os integrantes que se manifestaram nesse sentido entenderam que o Conselho Superior não teria competência para avaliar um eventual impedimento ou suspeição do procurador-geral.

Segundo esse entendimento, a análise sobre uma possível suspeição de Gonet deveria ser feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramitam procedimentos relacionados ao caso. Por isso, os conselheiros não chegaram a avaliar diretamente se havia motivos para afastá-lo da condução dos processos.

Conselho está dividido sobre apuração

Apesar da maioria pela permanência de Gonet, os conselheiros ainda divergem sobre a possibilidade de designar um subprocurador-geral da República para realizar uma apuração preliminar sobre a conduta do procurador-geral.

O placar está empatado em 3 a 3 nesse ponto. Três conselheiros votaram a favor de uma investigação preliminar, enquanto outros três se posicionaram contra. Ainda faltam três votos.

A conselheira Janice Ascari defendeu que os fatos sejam esclarecidos antes de uma decisão definitiva. Ela afirmou que, neste momento, não existem elementos suficientes para abrir imediatamente uma investigação criminal contra Gonet, mas considerou necessário aprofundar a análise.

Entre os pontos citados estão as tratativas envolvendo uma possível participação de Pedro Gonet, filho do procurador-geral, em um evento realizado em Londres e patrocinado pelo Banco Master. Também foi mencionada uma ligação que teria ocorrido entre Paulo Gonet e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Para Janice, a realização de uma apuração preliminar permitiria reunir mais informações e verificar se existem elementos que indiquem alguma irregularidade. Caso surgissem indícios, outras medidas poderiam ser adotadas.

Relator é contra nova apuração

O relator do caso, subprocurador-geral Francisco Sanseverino, apresentou entendimento contrário à designação de um membro para realizar a apuração preliminar.

Segundo Sanseverino, os documentos analisados não apresentam elementos mínimos que indiquem autoria e materialidade de um possível crime atribuído a Gonet.

O relator também afirmou que o material da Polícia Federal não apresenta registros de conversas diretas entre Paulo Gonet e Daniel Vorcaro. De acordo com sua análise, as referências ao procurador-geral aparecem principalmente em conversas entre Vorcaro e o advogado Ciro Soares, que teria feito a intermediação de contatos entre os dois.

Enquanto a maioria já se posicionou pela permanência de Gonet no caso, a discussão sobre a abertura de uma apuração preliminar continua em andamento no Conselho Superior do MPF.

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