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Ex-funcionários da Casas Bahia relatam atraso no pagamento de verbas rescisórias

Cerca de 3 mil trabalhadores foram desligados do Grupo Casas Bahia em agosto, em meio ao processo de reestruturação financeira da empresa. Após as demissões, ex-funcionários passaram a relatar dificuldades para receber valores previstos nas rescisões, além de problemas relacionados ao FGTS e ao seguro-desemprego.

Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), mais de 80 denúncias foram registradas até setembro. Os relatos incluem ausência de pagamentos na rescisão, dificuldades para acessar o FGTS e a multa de 40%, além de problemas para obter o seguro-desemprego.

A situação ocorre após a Casas Bahia solicitar recuperação judicial, em agosto, para tentar reorganizar uma dívida estimada em R$ 17,3 bilhões. Desse total, aproximadamente R$ 754 milhões correspondem a débitos de natureza trabalhista.

O plano apresentado pela empresa prevê condições específicas para o pagamento dos créditos trabalhistas, incluindo possibilidade de prorrogação dos prazos. Dependendo da categoria do débito e das condições aprovadas no processo, parte dos pagamentos pode ser realizada de forma parcelada.

Paralelamente, decisões da Justiça do Trabalho determinaram a suspensão das demissões coletivas realizadas em agosto e o restabelecimento provisório dos vínculos de aproximadamente 1.900 trabalhadores, após questionamentos sobre a ausência de negociação prévia com os sindicatos.

A Casas Bahia informou que os pagamentos seguem as regras estabelecidas no processo de recuperação judicial e afirmou que os documentos necessários para acesso ao FGTS e ao seguro-desemprego foram entregues.

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