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Enchentes no Himalaia deixam mais de 1,2 mil mortos e milhares desaparecidos

As enchentes que atingiram a região do Himalaia já deixaram pelo menos 1.225 mortos e mais de 4.700 desaparecidos no Nepal e na China. Uma semana após o início da tragédia, equipes de emergência continuam mobilizadas nas áreas afetadas, enquanto autoridades também tentam localizar turistas estrangeiros que perderam contato durante o desastre.

No Nepal, os números oficiais apontam 1.204 mortes e 4.216 pessoas desaparecidas. Na região chinesa atingida pelas enchentes, foram contabilizadas pelo menos 21 mortes, enquanto centenas de pessoas ainda não foram localizadas.

Apesar da dimensão da tragédia, alguns turistas que estavam desaparecidos começaram a restabelecer contato com familiares e autoridades. O governo da Austrália informou que cinco cidadãos australianos foram encontrados em segurança, reduzindo de 43 para 38 o número de australianos ainda considerados desaparecidos.

Além disso, autoridades nepalesas informaram que pelo menos outros cinco turistas estrangeiros que haviam perdido contato conseguiram se comunicar por telefone ou e-mail nos últimos dias. Até o momento, 324 estrangeiros foram resgatados no Nepal.

Resgate enfrenta dificuldades na fronteira

Na região chinesa de Gyirong, uma das áreas afetadas, equipes de emergência concluíram a construção de uma estrada provisória para facilitar o acesso dos veículos de resgate.

Os trabalhadores também removeram destroços e outros obstáculos para permitir a entrada de máquinas pesadas utilizadas nas operações. A infraestrutura local foi severamente danificada: o complexo do posto de fronteira foi destruído e a estrada de acesso ficou coberta por água, lama e pedras.

As condições do terreno continuam dificultando o avanço das buscas e o atendimento às comunidades atingidas.

Tragédia começou após desprendimento de geleira

O desastre teve início em 26 de agosto, quando o desprendimento de uma geleira provocou o deslocamento de grandes volumes de gelo, pedras e água do derretimento em direção aos vales.

A força da água atingiu rios que atravessam o Tibete e o Nepal, provocando uma elevação repentina dos níveis e desencadeando fortes enchentes. Casas, prédios, estradas e pontes foram destruídos ou danificados, enquanto grandes quantidades de lama e pedras foram arrastadas pela correnteza.

Sobreviventes deixam áreas devastadas

Com a destruição de comunidades inteiras, parte dos sobreviventes precisou deixar as regiões mais afetadas e buscar abrigo em Katmandu, capital do Nepal.

Cerca de 400 pessoas, principalmente moradores de Timure, estão abrigadas em um mosteiro na capital. Muitas perderam familiares, casas e meios de subsistência e dependem de doações e da ajuda de moradores para conseguir alimentos e outros itens básicos.

Entre os sobreviventes está uma jovem de 21 anos que conseguiu escapar com o filho de 10 meses pouco antes da chegada da água. Ela perdeu os avós durante a tragédia, enquanto o marido, que trabalhava do outro lado da fronteira, também conseguiu sobreviver.

As operações de busca e resgate continuam no Nepal e na China, com equipes concentradas na localização dos desaparecidos e na abertura de acessos às comunidades que permanecem isoladas.

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