Mensagens de Vorcaro a Moraes e contrato de R$ 130 milhões ampliam crise no caso Banco Master
O caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ganhou novos desdobramentos após a divulgação de informações relacionadas às investigações conduzidas no âmbito da Corte.
O ministro André Mendonça tornou públicos novos elementos do caso, incluindo 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes ao longo de 13 dias. Segundo as informações divulgadas, o banqueiro teria buscado a intervenção do ministro diante do avanço das apurações e mencionado autoridades como o diretor-geral da Polícia Federal e o procurador-geral da República.
Ainda de acordo com o material divulgado, dois dias antes de ser preso, Vorcaro teria perguntado a Moraes se deveria deixar o Brasil. No dia anterior à prisão, o empresário também teria proposto um encontro com o ministro.
Outro ponto que ganhou destaque envolve um contrato de R$ 130 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia ligado à esposa de Moraes. As informações divulgadas apontam que o ministro teria participado da edição do documento. A circunstância passou a ser questionada no contexto das investigações e ainda depende de apuração e esclarecimentos das autoridades competentes.
A divulgação dos elementos provocou reação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão questionou a condução das diligências determinadas por Mendonça e defendeu a anulação da investigação na parte relacionada a Alexandre de Moraes.
A controvérsia agora envolve não apenas os conteúdos encontrados nos dispositivos de Vorcaro, mas também a legalidade dos procedimentos adotados durante a investigação. O caso deverá ser analisado dentro das regras aplicáveis às apurações que envolvem ministros do Supremo.

