Investimentos chineses ampliam presença no Brasil com aquisições em setores estratégicos
Empresas chinesas têm ampliado sua presença no Brasil por meio de investimentos e aquisições em áreas consideradas estratégicas, como mineração, energia e infraestrutura portuária. O movimento ocorre em um cenário de valorização de ativos brasileiros para investidores estrangeiros e reforça o interesse da China em setores ligados ao fornecimento de matérias-primas.
Entre as operações recentes está a aquisição do controle da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) pela mineradora Chinalco, empresa controlada pelo governo chinês. A negociação, avaliada em cerca de R$ 4,7 bilhões, envolve um dos principais grupos produtores de alumínio da América Latina e garante acesso a recursos minerais, energia e infraestrutura associados à cadeia produtiva.
Outra transação de destaque foi a compra de 70% de um terminal de petróleo no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, pela operadora portuária chinesa CMPort (China Merchants Port Holdings). O terminal é considerado estratégico para as exportações brasileiras de petróleo, concentrando uma parcela significativa do volume embarcado pelo país.
No setor mineral, a estatal chinesa CNMC também ampliou sua atuação ao adquirir uma mina de estanho na Amazônia, em um negócio avaliado em aproximadamente US$ 340 milhões. A área está entre as principais reservas do minério no Brasil.
O avanço dos investimentos ocorre em um contexto de crescimento da participação chinesa na economia brasileira. Dados do setor apontam que, em 2025, o Brasil esteve entre os principais destinos de investimentos da China, registrando cerca de US$ 6 bilhões em aportes, além de um aumento expressivo no volume de fusões e aquisições realizadas por empresas chinesas.
Especialistas avaliam que fatores como a desvalorização do real frente ao dólar, a disponibilidade de recursos naturais, a capacidade de geração de energia e o mercado consumidor brasileiro tornam o país atrativo para investidores internacionais. Esses elementos reforçam o interesse estrangeiro em ativos considerados estratégicos para o abastecimento de cadeias globais de produção.

